06 JUN 2018 Série A de Aimoré Leandro Lopes

Torcida do Índio Capilé invadiu o gramado para celebrar o acesso (Foto: Jhon Willian Tedeschi)

O frio do “quase inverno” gaúcho não foi sentido na noite desta quarta-feira (6) no caldeirão que se transformou o estádio Monumental Cristo Rei, em São Leopoldo. Foi lá, diante de aproximadamente três mil torcedores, que o Aimoré carimbou o passaporte para retornar ao Gauchão 2019. Com um gol solitário de Marco Antônio, já na etapa final, os capilés garantiram a vaga na elite depois de duas temporadas na Divisão de Acesso.

O JOGO
Como não poderia ser diferente, o Aimoré começou a partida tomando a iniciativa. Ronaldinho Gramadense e Cássio levaram a equipe ao ataque, mas sem criar grandes oportunidades. Aos poucos o Ypiranga ganhou espaço e, a exemplo do que fez em Erechim, assustou na bola parada. Em uma sequência de escanteios, a bola levantada na área parou no zagueiro Léo Kanu, que mandou contra o patrimônio e por pouco não abriu o placar contra.

Os dois times se estudaram muito e tentaram avançar na linha defensiva adversária, mas até a metade do primeiro tempo não houve lances de grande perigo. Foi quando o Canarinho teve seu melhor momento no confronto. Aos 26, Léo Kanu tentou proteger a bola próximo à linha de fundo, bobeou e perdeu para Paulinho Simionatto. O cruzamento perigoso chegou na pequena área e Pablo tirou com a perna, evitando o gol. Pouco tempo depois, Skilo acionou Rafinha no ataque. O meia entrou na área, mas o goleiro conseguiu fazer a intervenção mais uma vez. A resposta aimoresista só veio aos 32, quando Cássio aproveitou a sobra e chutou de fora da área, fraquinho, para defesa tranquila de Rodrigo.

Antes do intervalo, ainda deu tempo para os dois times chegarem na meta adversária. A defesa do Ypiranga, que vinha soberana na bola aérea, deixou uma passar. Ela chegou em Elias, que bateu rasteiro, cruzado, mas Rodrigo conseguiu segurar firme. Aos 43, Rafinha pegou de primeira e mandou à direita de Pablo. Um minuto mais tarde, após falha individual, o Canarinho tentou de novo de fora da área, mas a bola voltou a sair, desta vez à esquerda.

No segundo tempo foi do Índio Capilé a primeira chance. Aos três minutos, Elias subiu ao ataque e tocou para Cássio, que fez o cruzamento. Hyantony, desequilibrado, precisou se abaixar para cabecear e mandou por cima. O Ypiranga respondeu aos cinco, com Rafinha, que girou pra cima da marcação e chutou alto.

Mas foi aos dez que a rede balançou. O Aimoré insistiu na bola aérea e o cruzamento do lateral Murilo encontrou Marco Antônio no segundo pau. Entre adversários, ele achou espaço e tocou por cima de Rodrigo. Claudinho ainda chegou na bola, mas não conseguiu evitar a abertura do placar: Índio 1 a 0.

Aí o desespero em busca do gol mudou de lado. Foi o Ypiranga quem precisou correr atrás do resultado. Rafinha e Jean Silva tentaram de longe, sem direção. Aos 24, com mais calma, em jogada trabalhada, os atacantes conseguiram entrar na área tabelando, mas Rafinha isolou.

O Canarinho ficou “pistola” e nos últimos 20 minutos foi todo ataque. Com o time da casa fechado e sem muita opção pela meia cancha, muitas bolas foram alçadas na área, mas sem sucesso. Márcio Nunes mudou a escalação e passou para um 4-2-4 ainda mais ofensivo. Jajá levou todo mundo pra frente e a equipe treinada por Arílson acabou ficando toda na beira da área. Aos 38, Márcio Reis teve a melhor chance, quase na pequena área, mas o chute prensado foi defendido por Pablo.

Depois dos 40 o jogo foi só bola voando e cera. Os torcedores aimoresistas já cantavam “o Aimoré voltou” na arquibancada quando o Ypiranga reclamou muito de pênalti não marcado em Márcio Reis. Jean Pierre não marcou, o empate não veio e o Índio Capilé retornou à elite do futebol gaúcho.

FICHA TÉCNICA

Aimoré – Pablo, Murilo, Léo Kanu, Douglão e Cássio; Digaô, Elton, Ronaldinho Gramadense (Gregory), Marco Antônio (Diego Carioca), Elias e Hyantony. Técnico: Arilson Costa.

Ypiranga – Rodrigo; Gian, Saimon, Claudinho e Rennan; Tárik, Jean Silva, Faísca (Jajá) e Rafinha; Paulinho Simionatto e Skilo (Raphinha). Técnico: Márcio Nunes

Gol – Marco Antônio (A)

Local – Estádio Monumental Cristo Rei, em São Leopoldo

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