12 AGO 2017 Ypiranga vence o Mogi Mirim por W.O. Vinícius Conrad

O estádio vazio é em solidariedade aos jogadores do Mogi Mirim pela triste realidade – Foto: Divulgação

A situação que presenciamos nesta tarde de sábado é de chorar e refletir pelo nosso futebol brasileiro que tanto amamos. Foi de ceifar os sonhos de muitos que trabalham dignamente longe das suas famílias. Logo na véspera do dia dos pais. Profissionais que ouviram muitas promessas e na prática tem sido muito diferente. Após viajarem mais de mil quilômetros para enfrentar o Mogi Mirim, comissão técnica, dirigentes e jogadores do Ypiranga voltam para o Rio Grande do Sul com três pontos na bagagem e um W.O. que não precisava acontecer. Mesmo que com poucos torcedores na arquibancada, fanáticos pelo time da casa choraram lamentando a situação em que o clube paulista até vivendo e a tendência é só piorar.

Se um campo de futebol é dividido com onze jogadores de cada lado, os motivos para os anfitriões não entrarem em campo é lastimável: alguns estão com sete meses de salário atrasado e que muitos dias chegaram ficar sem alimentação no refeitório. Condições de trabalhos inadequadas e desorganização refletindo na vida de quem está buscando o seu sustento. Jogadores com passagens em vários clubes que abraçaram um projeto na Série C do Campeonato Brasileiro que pode até gerar em exclusão da competição. Agora, quem vai decidir a exclusão ou não, é o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Onde deveria acontecer uma partida, serviu apenas para treinamento dos atletas canarinho. Um protesto de quem não aguentava mais conviver com as dificuldades. Com a decisão do elenco, o presidente do clube do interior paulista, Luiz Henrique de Oliveira deu uma entrevista ao UOL, jogando a toalha e afirmando ter abandonado a Série C. Segundo o Regulamento Geral de Competições da Conferação Brasileira de Futebol (CBF), equipes que optam por abandonar um torneio ficam suspensas automaticamente de qualquer outra competição coordenada pela CBF pelo prazo de dois anos. A Justiça Desportiva prevê ainda que os pontos conquistados por um time que abandona um campeonato perdem qualquer validade.

Com respaldo do Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo (Sapesp), a entidade chegou a propor que os jogadores do Mogi Mirim deixassem a concentração para se hospedar em um hotel com custos bancados pelo sindicato. Agora resta aguardar os próximos capítulos e reconhecer que talvez o 7 a 1 tenha sido pouco.

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