05 MAIO 2015 Penta, é lógico! Vinicius Peraça
Nilmar sai para o abraço. Pela quinta vez seguida, parte vermelha do RS fica com a taça. Foto: Alexandre Lops

Nilmar sai para o abraço. Pela quinta vez seguida, parte vermelha do RS fica com a taça. Foto: Alexandre Lops

Não tem reclamação. De chororô pelo resultado do GreNal decisivo que deu o título ao Internacional, só aquele da comemoração do Valdívia “Poko Pika” ao estufar a rede do Marcelo Grohe.

Aliás, o quinto título colorado seguido foi construído pela qualidade individual desse guri de cabelo desgrenhado e pelo apetite pela bola que Nilmar sempre carrega. Mesmo quando não vai bem, o atacante não pode ser acusado de desinteresse. Incomoda, fustiga, induz a defesa adversária ao erro. E esse espírito foi passado por Aguirre a todo o time. Deu no que deu: o Inter foi muito superior e aplicou 2 a 1 com dois gols gerados em erros dos gremistas, que não se viram bem diante de uma marcação mais apertada que bota nova.

Primeiro foi Matías, o lateral direito gremista, quem errou na meia cancha. Em dois palitos Valdívia e Nilmar estavam dentro da área, vencendo o esforço inútil de Marcelo Grohe e Rhodolfo. O camisa 7 abria o placar logo aos 7 minutos.

Quer melhor que isso, sair na frente em casa no começo do jogo, nem bem as melancias tendo se acomodado na charrete? Pois melhorou. Felipe Bastos, que nunca bate uma falta no gol, desta vez acertou. A trave. E depois de recuperar a bola, deu um baita regalo ao Nilmar, que cruzou pela defesa azul levantando poeira. Deu um merengue para o Poko Pika se consagrar. Eram apenas 18 minutos e o Inter dava sinais de que poderia estraçalhar o Grêmio.

O penta já era fato. Questão de tempo. Um detalhe burocrático imposto pela regra do futebol, parecia. Mas para dar uma graça ao segundo tempo, Giuliano, ex-colorado, descontou quando Leandro Vuaden já colocava o apito na boca para encerrar o primeiro tempo.

SÓ UM GOL SAVARIA. MAS QUEM TEM BRAIAN…

O tento desajeitado de Giuliano colocou o Inter contra a parede. Ou decidiria logo ou, em um lance de sorte adversária, um gol mandaria a taça para o ainda não inaugurado armário da Arena.

O problema dos gremistas foi este, o mesmo de todos os jogos: depender da sorte. Porque se a esperança for o ataque com Braian, é melhor sentar na cadeira e esperar, esperar… (Não quebrar, marginais!)

Sai D’Alessandro, entra Alex. Sai Nilmar, entra Lisandro López. No outro lado, sai Braian, entra Mamute. Sai Douglas, entra Everton. Bueno, alguma dúvida de quem ficaria com a taça?

Até o final do jogo, havia tensão. Claro, torcedor sempre pensa que algo pode dar errado quando se está na frente. Ou que a sorte vai brilhar e o gol do título surgir do nada. Só que deu a lógica. Uma lógica que se repete há cinco anos. Incontestável, mais uma vez.

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