07 JUN 2014 O eterno 9 vermelho Vinicius Peraça
Ninguém é ídolo por acaso. (Foto: Divulgação)

Ninguém é ídolo por acaso. (Foto: Divulgação)

Não foram as taças. Nem Libertadores, nem Mundial. Tampouco o gol mil em Gre-Nal. Muito menos a educação acima da média do universo do futebol. Fernandão deixa uma cratera nos corações colorados após sua morte porque se tornou mais que um jogador presente nos principais momentos do Internacional. Outros tantos atletas fizeram parte disso, vários marcaram gols, alguns poucos choraram com as conquistas. Mas nenhum absorveu o Internacional.

Fernandão foi o Inter, carregou a instituição na sua personalidade. Tanto quanto a camiseta vermelha, o escudo ou o Beira-Rio, o grandalhão de cabelo desgrenhado e número 9 às costas é um símbolo do clube. Por mais que tenha nascido em Goiás e jogado no time verde, que tenha vivido na França e atuado no rico campeonato de lá, que tenha entrado em campo pelo tricolor paulista, a imagem de Fernandão era a imagem do Internacional. Do colorado. Sempre foi impossível fazer qualquer associação diferente daquela Fernandão/Internacional. E isso é raro. Quase inexistente. Um jogador que, ídolo, foi praticamente a bandeira do clube.

E bandeira não se substitui. Bandeira se mantêm hasteada e reverenciada. Assim, certamente, farão os colorados.

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