18 SET 2013 Empate alucinante na primeira decisão da Metropolitana Vinicius Peraça

Foi um jogo para guardar na memória no Cristo Rei. A primeira partida da final de turno da Copa Metropolitana não deixou quem estava no estádio se acomodar nas arquibancadas um minuto que fosse. No clássico do Vale, deu igualdade entre Índio Capilé e Nóia.

Não poderia ser mais emocionante do que foi a disputa da noite de quarta-feira em São Leopoldo. E pode-se dizer que foram dois jogos dentro do mesmo, tamanha a diferença entre o que pintou no primeiro tempo e o que se desenhou no apito final.

Na etapa inicial o Aimoré passou trabalho. Sem criatividade, foi dominado pelo Novo Hamburgo, que se montou bem no sistema defensivo e saiu perigosamente ao ataque. O resultado dessa configuração do Nóia apareceu logo aos 13 minutos. Rafael Mineiro entrou a dribles na área pela direita e chutou forte para abrir o placar.

Aos 27, Diogo ampliou a vantagem anilada. Na bola que surgiu da esquerda e ninguém meteu a botina pra afastar ele estava esperto e completou para a rede. Um resultado que dava a impressão de catástrofe indígena no Cristo Rei.

Mas clássico é clássico e vice-versa, diria o poeta. Aos 39 o Aimoré ressurgiu na briga e descontou com Lucas Silva, após belo giro sobre o marcador e um chute de chapa no canto. Intervalo e 2 a 1.

Antes mesmo dos 45 complementares, um baque para o Índio Capilé. O goleiro-herói Rafael precisou ser substituído com uma lesão no tendão do bíceps esquerdo. A previsão é que fique fora de campo por até 90 dias.

Coube ao substituo Axel segurar o ímpeto do Nóia no começo do segundo tempo. Salvou duas vezes aos três minutos, em chutes de Diogo e Meirellis.

Melhor na partida, o Aimoré devolveu a igualdade ao marcador com Luiz Henrique, aos 19 minutos. Mas a felicidade durou menos que carnaval em Torrinhas. Cristiano jogou o balde de água fria três minutos depois, quando aproveitou uma bola vadia na lateral da área e mandou despretensiosamente para o gol. E entrou. Nóia 3 a 2.

Mas o Índio é peleador. Aos 41 João Paulo fez um baita gol. Recebeu na área, solito, num latifúndio de espaço. Deu tempo de chapar de canhota sem chance para o arqueiro Vitor.
Final de jogo: 3 a 3 e garantia de que a finalíssima de segunda-feira será outro baita jogo, em altíssima voltagem. Quem vai levantar a primeira taça do Estádio do Vale?

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