06 ABR 2013 Atlântico é campeão em Erechim Leandro Lopes
Hector (10) também foi decisivo na semifinal contra a ACBF. (Foto: Luciano Bergamaschi / CBFS)

Hector (10) também foi decisivo na semifinal contra a ACBF. (Foto: Luciano Bergamaschi / CBFS)

A final da Taça Brasil de Clubes foi um espetáculo! Para chegar até lá o Atlântico de Erechim teve que vencer a rival ACBF na prorrogação por 4 a 2. O Joinville passou pelo Minas por 4 a 3 e chegou à terceira final seguida na competição. Com tanto empenho, a final não poderia ser diferente. Um jogo de muita movimentação e lances bonitos que foi decidido, é claro, na prorrogação. Na primeira etapa a equipe catarinense começou jogando melhor. Elisandro, logo aos cinco minutos, abriu o placar para o Joinvile. O Atlântico foi pra cima e não dava espaços para o tricolor jogar. Depois de desperdiçar várias chances, Alemão chutou de fora da área e Tiago não conseguiu afastar com o pé. Gol de empate dos gaúchos, para delírio dos mais de três mil torcedores que lotaram o ginásio em Erechim.

No segundo tempo, com os atletas visivelmente muito cansados pelo desgaste das semifinais, o ritmo do jogo diminuiu. Mas o Atlântico seguiu em cima. O Joinville jogava no contra-ataque e assustava o goleiro Gaúcho, principalmente com os chutes de Valença, artilheiro do campeonato. O tempo foi passando e o técnico catarinense Fernando Ferreti pediu aos atletas que não se jogassem ao ataque para não correr riscos na defesa. A equipe da casa também adotou a mesma postura e o jogo acabou no 1 a 1.

A prorrogação passou voando! Nos primeiros cinco minutos quem mais trabalhou foram os goleiros. Tiago e Gaúcho fizeram boas defesas e garantiram a igualdade no placar. Na segunda e decisiva etapa, percebendo a dificuldade de furar o bloqueio do Joinville – que jogava pelo empate – o técnico Cigano colocou Hector como goleiro-linha. No primeiro toque na bola na nova posição, Hector aproveitou o bate-rebate dentro da área e tocou para o gol no vacilo da zaga. Era o gol do desempate, da virada e do título! Mas não ia ser tão fácil. O Joinville se jogou no ataque. O goleiro jogava avançado e os gaúchos não conseguiam manter a posse de bola. Amassados em campo, contaram com a grande fase do goleiro Gaúcho! Faltando apenas cinco segundos para zerar o cronômetro, ele fez a defesa do título. Uma defesaça, com o peito, após chute forte do atleta catarinense. Na cobrança do escanteio, não houve tempo para mais nada. Vitória do Atlântico e muita festa em Erechim!

Foi a primeira final do Atlântico na Taça Brasil de Clubes, e a oitava do adversário. Após a vitória muita emoção na quadra. Familiares dos jogadores puderam chegar até eles para dar o abraço tão merecido.

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