23 JAN 2013 O Pelotas é bom, malvado é o Esportivo Vinícius Conrad

vuvuzela.futebol.brasilAcredito que atualmente a maioria das pessoas que frequentam esse espaço que está ressurgindo me conhecem e aos que não conhecem, acho necessário expor minha paixão pelo Esporte Clube Pelotas. Nas próximas linhas irão ler palavras de um torcedor nada satisfeito com o desempenho do clube contra o Esportivo. O objetivo do Esportchê é ser sincero e mesmo com a minha ligação com os diretores, nunca vou deixar de relatar minha opinião sobre o elenco e comissão técnica. É meu papel como jornalista. É cedo, mas pelo que vi nos dois primeiros jogos, falta muito para chegar onde estão prometendo e querendo iludir a torcida para se tornar a terceira força do campeonato. Não é iludir? Então parem com esse discurso e coloquem os pézinhos no chão. Está longe de estar bom! Sim, o acerto com o novo fornecedor de material esportivo – adidas – foi um golaço. Mas, não me serve me orgulhar disso se dentro do campo boa parte do elenco tem muito para melhorar e merecer vestir essa camiseta e calçar as chuteiras do Messi. O que vi em campo foi um 2 a 0 ao natural, uma esperança ao ter um pênalti favorável ao Lobo que o camisa 9 desperdiçou. Será mesmo o 9? QUE SAUDADE DO SOTILLI. A partir daqui começo a retrospectiva da estreia em casa e de mais uma derrota: 3 a 1 para o Esportivo.

Era cedo da manhã quando sai para trabalhar e logo que dobrei a esquina já vi um torcedor uniformizado. Ao chegar no Centro, diversos orgulhosos com a nova camiseta. Durante todo dia, foi motivo de corneta pela Princesa do Sul. Com o chegar do final da tarde, aos poucos os arredores da Boca do Lobo foi sendo tomado por os torcedores que chegavam eufóricos com a estreia do elenco e da camiseta número da adidas. Mesmo com maior posse de bola, aos 14 minutos da etapa inicial Mateus abriu o placar para o time visitante. Pra mim, Jonathan não precisava ter espalmado a bola para o meio da área. Mas como estava do outro lado do estádio posso estar equivocado. Mesmo desconfiado, o torcedor áureo-cerúleo continuou apoiando. Aos 25 minutos, Filipinho armou jogada pela lateral direita e foi entrando para área, chutou cruzado e num – vai que é tua, deixa pra mim – melhor para o arqueiro visitante que fez a defesa. O que vi de produtivo no primeiro tempo? Gadelha comprovando que será o 10 de qualidade e Filipinho é a promessa do Lobo. Também vi os atletas do Esportivo com uma raça e imposição que pareciam que estavam jogando em casa. Algumas vezes intimidando os atletas da casa. QUE FASE! Para completar, aos 41 minutos, Gillian entrou sozinho e teve a tranquilidade para driblar o goleiro e empurrar para as redes.

No intervalo do jogo recebi uma ligação da minha irmã de cinco anos que estava vendo o jogo com meus pais na social e queria ver comigo. Como negar? Lá fui eu! Conheço o clube e estava ciente para onde estava me dirigindo. O maior concentrado da corneta. E mesmo sabendo das limitações, não admito algumas reclamações sem nexo e muito menos acusações descabidas. As vezes acho que algumas pessoas vão para o estádio apenas para ofender quem está no gramado. Isso inclui os colegas de imprensa. Enfim, esperava um Pelotas diferente. E pouquíssima coisa mudou. Quando tivemos a oportunidade de descontar em uma penalidade. E não é que o Wellington consagrou o goleiro Fabiano? Depois disso ele deu a vida no jogo. Tentou de cabeça, buscava jogo a todo tempo mas nada adiantou. Como de costume, a paciência do pessoal da social e da Força Jovem do Pelotas foi ao limitado e aos poucos deu para escutar o coro vindo do tobogã que em poucos segundos ecoou na Boca do Lobo: Fora Beto Almeida, Fora Beto Almeida. Os minutos foram passando e a torcida cada vez mais chegando perto da casa mata para reclamar. Para colocar mais um pouco de água no chope da nação áureo-cerúlea, Paulo Josué marcou o terceiro para o time visitante. Praticamente inacreditável. Mas não foi. Mereceram. E por merecimento, o único gol do Pelotas não poderia ter sido marcado por outra atleta. Aos 32 minutos da etapa complementar, o franzino Filipinho, que ganhou a vaga no time neste jogo, comprovou que suas atuações na Copinha não ficaram por lá. O guri não se fez de rogado e mostrou que merece vaga ao chamar a responsabilidade e chutar de fora de área dificultando a defesa do goleiro visitante que até tentou, mas não evitou que a bola entrasse no canto inferior direito. E assim terminou o jogo na Boca do Lobo. Com uma corneta interminável pedindo a demissão do Beto Almeida e com os mesmo aplaudindo o Filipinho que foi o último a sair do gramado. O que dizem nas rádios é que a rescisão do Beto é de 30 mil. Não sei se é quente ou não. Mas se realmente for, tá bom ein? QUE MOMENTO!

O fato é que as coisas não começaram bem na Boca do Lobo e como é um campeonato “mais curto que coice de mula” já está na hora de mudar o discurso e a postura. Doa a quem doer, mas essa é a verdade. Mas, nem tudo está perdido. Como disse minha irmãzinha ao sair do estádio: um dia a gente perde, no outro a gente ganha. E assim me despeço, com a pureza da resposta das crianças e aguardando dias melhores para o Esporte Clube Pelotas. Se continuar assim, prenúncio de transtornos pelo lado azul e ouro. Enquanto isso, o time da Serra retorna com o dever cumprido e uma atuação que mais uma vez comprovou que camiseta e torcida não ganham jogo.

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